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quinta-feira, 16 de junho de 2016

Paraíso particular

Não se desespere com as tormentas lá fora,
Todos nós temos um paraíso particular.
Nele podemos nos refugiar, recarregar as energias,
Logo, cheios de coragem, o mundo vamos enfrentar!
Nessas indas e vindas, perdedores não há,
Cada bagagem carrega um prêmio para recordar. 
Lembranças de batalhas perdidas, muitas vencidas,
 Guardadas com igual valor, em nosso paraíso particular!
Desfragmento Papiro séc. XXI n. 94
________Beatriz Cavalcante Galvão

Que tal me dar um sorriso?

Em volta de muitos sorrisos, 
Há sempre um distribuindo alegria.
Desfragmento Papiro séc. XXI n. 93
________Beatriz Cavalcante Galvão

terça-feira, 7 de junho de 2016

Amor [?] Por-No-Gráfico

O que é isso que a gente sente quando se esta apaixonado? É um frio na barriga, arrepios na espinha, os pensamentos desarrumados; tudo tão confuso, gostoso e por vezes perigoso. Pior, a resposta não esta no dicionario.

Os mais velhos alertam: Cuidado! Você esta apaixonado! Em contrapartida, os amigos incentivam, fazem apostas, aguçando-te a fazer o que iria fazer, mesmo sendo contrariado. É coisa de outro mundo! Você quer e tem que saber a tal resposta misteriosa desse sentimento que não para de aumentar, mas os miolos fritam seu juízo, não o deixando raciocinar.

Na busca incensante de intender o que não se vê, você continuar a questionar, sai por ai, fugindo do que não se sabe o quê, quando de repente se depara com aquela pessoa, única a te deixar emudecido, sem ar! Sua pernas tremem, os olhos vidram naquela bela imagem, você só pensa em beijar, abraçar, morder, esquece competentemente o que faz nesse lugar.

Como magia, os sentimentos se encontram, as anatomias resolvem se mostrar, entre tantos suspiros e ais, a paixão se torna dona da situação e o amor busca firme um lugar. Os corações palpitantes os obrigam a se encontrarem, mais, mais, mais e mais, até ficarem sem saber onde um começa e o outro termina se não se amarem.

Passa-se o tempo, ainda sem resposta, mas feliz por viver cada instante desse sentimento, você preenche com livros de versos e poesias todos os cantos da sua estante. O seu amor emoldura guardanapos com desenhos de corações e flores, sempre assinando em nome do amor e juras de eterno apaixonado.

Entrelaçados e abençoados pelo "sim", já se foram anos de casados. O amor já não é o mesmo do passado, as unhas já não arranham, os puxões de cabelo são mais cautelosos, mas o beijo, ah o beijo, deixa claro que o amor encontrou mesmo o seu lugar.

Entre tarefas e obrigações do dia-a-dia, vocês nunca deixam de conversar, entre risos e sarros de quem mais parecia abobados quando apaixonados, o beijo vem para apaziguar. Olhando para trás você se conforma e deixa de questionar, começa a entender que o amor não se pode explicar.

Entende finalmente as aflições rabiscadas dos poetas, as pinturas penduradas dos artistas, as formas modeladas, costuradas dos artesões, as danças dos calejados bailarinos, as musicas viajantes do espaço no compasso das vozes e instrumentos de todos os apaixonados.

É, o amor tem as formas e repostas do seu enamorado, este escolhido pelo coração, embora sem domínio de nenhuma razão, é quem dá o sentido de como se viver feliz, sem se preocupar, com formulas mágicas, nem reduzir a gráfico coisas do coração, a não ser quando o amor desejar por-no-gráfico a paixão.
Desfragmento Papiro séc. XXI n. 92
________Beatriz Cavalcante Galvão

terça-feira, 31 de maio de 2016

Poucas palavras podem me resumir:

Inquietude, simplicidade, erros e acertos, medos versus coragem, emoção a flor da pele; mas nenhuma delas me resume tão bem quanto a palavra amor. Este sentimento inexplicável e muitas vezes até irracional, faz me buscar o melhor em todo ser, independente da forma, cor e realidade.
Desfragmento Papiro séc. XXI n. 91
_______Beatriz Cavalcante Galvão

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Sol e Lua, amor platônico e resignado

Sabes bem meu amor pela Lua, afinal de contas, creio ser irmã gêmea dela. Claro, sou grata e devota do Sol, sem ele, minha radiante luz, jamais alimentaria os sonhos dos apaixonados.

Desfragmento Papiro séc. XXI n. 90
______Beatriz Cavalcante Galvão

Essa é a verdade que os tolos fingem não saber!

"Com o tempo, eu, o eterno voraz aprendiz observei que, conhecimento aliado a sabedoria e humildade soma crescimento. Conhecimento aliado a arrogância antendece a queda. Aquela pessoa que ninguém espera pode saber de coisas  que ninguém imagina. A luz pode vir de lugares mais escuros. O antagonista do conhecimento é a hipotética sabedoria!" ~Tony Oliveira~
Desfragmento Papiro séc. XXI n. 89
_____Beatriz Cavalcante Galvão



terça-feira, 3 de maio de 2016

Aos amigos digo...

Vocês estão bem guardados, seguros!
Mas livres para irem quando quiser,
Sei que voltarão, assim desejo.
É, foi e sempre serão os mesmos!

Sem cobrança, nada de apelação,
Assim são as amizades seladas!
Sempre juntos, mesmo em outras estradas
Coisas próprias do senhor coração.

Peço-lhes, tenham paciência comigo,
Não me deixe fora de suas lembranças!
Me conhecem sem segredos, o meu apego,
Rimos e choramos juntos, peraltices de crianças...

Na amizade não se aceita fim,
Não existe rompimento, titulo "ex"!
Até se permite a distância, sim,
Desde que, nunca o fim, seja de vez!

Mesmo com toda a distância,
Diferentes rumos, novos mundos e emoções,
Deixem-me cativa em seus corações!
Isso já é o suficiente, enche-me de alegria

Minha amizade não cabe o ciúmes,
Longe de mim exclusividade!
Quero amor puro, simples,
Sem vaidade.

Desfragmento Papiro séc. XXI n. 87
______Beatriz Cavalcante Galvão

quinta-feira, 21 de abril de 2016

DIFERENTE, IN-DES-TRU-TI-VÉL, GENTE

Não tenha medo de pensar diferente
Ainda que existam outros mundo em sua mente
Calma, no final de tudo você é igual a toda gente

(IN)    consciente 
(DES)  crente
(TRU)  que
(TI)     ve
(VEL)   e

Sente a força escondida na mente 
Dos que nesse mundo vivente
Gente ainda com medo de ser diferente

Desfragmento Papiro séc. XXI n. 86
____Beatriz Cavalcante Galvão

domingo, 27 de março de 2016

Ressurreição - Amor - Páscoa

O Verbo se faz carne
Ainda hoje Ele reina entre nós
Assim será por toda a eternidade
Muitos são Teu Santo nome
Amor é unanimidade
Esse é o nome que se faz Verdade
Amor, Deus da humanidade
O infinito do universo
Princípio, meio e fim
Habita em toda casa
Es vivo em mim
Desfragmento Papiro séc. XXI n. 85
______Beatriz Cavalcante Galvão

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

"Tim Maia Super Raridade!! 12/08/1974 - Réu Confesso, Primavera, Azul da cor do mar e Que beleza."

Arrepiada!
O melhor nunca deixará de existir, é raiz profunda em nossas almas!

Desfragmento Papiro séc. XXI n. 84
_______Beatriz Cavalcante Galvão

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

VIII

Aí está a deliciosa adrenalina! Amar é tudo de bom, independente no que dê, importante é viver!

Desfragmento Papiro séc. XXI n. 82
_________Beatriz Cavalcante Galvão

Frase: Lisbela e o Prisioneiro

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

[...]

É tão interessante esse meu estranho gosto pelo inexplicável. 
Razoável a loucura quando insana, sem sentido algum nessa minha carcaça tão trivial. 


Desfragmento Papiro séc. XXI n. 81
______________Beatriz Cavalcante Galvão 

sábado, 23 de janeiro de 2016

"O Pai que Perdeu o Filho"


Um homem sofria pelo pior que podia acontecer a um ser humano.

O seu filho estava morto!

Desde a sua morte, e por muitos anos, não conseguia dormir, e chorava até amanhecer.

Até que um dia um anjo num dos seus sonhos lhe diz:

-“Pare de chorar”

“Eu não consigo não suporto ficar sem o ver” – respondeu o homem.


O anjo disse: – Você quer voltar a vê-lo? O homem disse que sim;

O anjo pegou-o pela mão e disse, “ agora você vai vê-lo!”

Então o anjo deu ordem a um monte de crianças vestidas de branco como anjos, e cada um tinha uma 

vela acesa nas suas mãos.

O homem pergunta: – Quem são eles? E o anjo responde: São as crianças que morreram, eles fazem 

este passeio todos os dias porque são puros.

O meu filho está entre eles? -Perguntou o homem.

O anjo logo respondeu: Sim, agora você vai vê-lo!

Enquanto isso passavam centenas e centenas de crianças. Lá vem o menino, o seu filho. E o homem 

vê-o radiante como se lembrava dele. Mas, de repente, ele nota uma coisa: entre todos, o seu filho é 

único que tem a vela apagada.

O homem fica muito triste, o menino vê o pai e vem a correr ter com ele, e abraçam-se bem forte.

Então o homem pergunta: Filho, por que é que a tua vela não está acesa como a dos outros?

Ao qual o seu filho responde: Pai, a minha vela é acesa todos os dias, como a de todos os outros, mas 

…, sabe? Suas lágrimas caem todas as noites e apagam a minha vela.

Autor desconhecido

Desfragmento Papiro séc. XXI

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Poesia viva é isso, alcança a todos ainda que condicionada. Entenda sabendo mais de Raimundo "O condicionado" da "Ilha" na Selva de Pedras

Na cidade de pedra - São Paulo - tudo parecia cinza, apressado, úmido e poluído, não fosse a figura do "O condicionado". Raimundo Arruda Sobrinho, ex-morador de rua, hoje com 77 anos, vive uma nova história, junto de seus familiares, sob um teto, rotina de um lar, se diz feliz sendo como um animal, mas triste como homem, pois vive das condições de seu irmão (trecho da entrevista - Encontro com Fátima Bernardes).

A ILHA

Raimundo nasceu 1° de agosto de 1938, zona rural de Goiás, e como bem sabemos e vivemos, este mundo da voltas, e como dá. Assim, entre as sortes da vida, em agosto de 1954 muda-se para casa do prefeito na condição de estudar, e em 1961 resolveu se aventurar em São Paulo. Por outros agostos e desgostos tentou ir para Argentina, mas faltou documentos, arriscou o Paraguai, foi preso, tentou o Uruguai, mais uma vez se desentende com as autoridades, por fim, novamente a gigante São Paulo. Passou por muitos bairros, até se encontrar (oculto) na "ilha",Av Pedroso de Morais (canteiro central).


Em seu mundo das escritas, se desligava de toda agitação a sua volta,  justamente isso que tocou a sensível alma de Shalla Monteiro, uma publicitaria que ao se aproximar de Raimundo, encantou-se imediatamente, já que ele lhe deu mais do que ela podia imaginar, aqueceu-lhe a alma, rasgando velhos sentidos para aprimorados sentimentos, a alimentou do sabor mais gostoso e farturoso, a poesia. 

MAR ABERTO

Num gesto de generosidade, digo mais, sabedoria, Shalla cria um pagina no facebook Raimundo Arruda Sobrinho, para que todos conheçam seus poemas. A "Mini-pagina" como o próprio Raimundo denomina, são pedaços de papel cortados, que depois de escritos, assina como "O Condicionado", se referindo a condição que vivera na "ilha". O sonho de Shalla é realizar o desejo do poeta, publicar um livro. O dom da poesia é tanto, que hoje a pagina conta com mais de 172 mil seguidores. 

Sua história ganhou o mundo, virou reportagem na National Geographic, tudo graças a atitude de Shalla, que entendeu de imediato, a importância dessas poesias navegarem. 

Hoje eu era a "ilha", sorte a minha de "O Condicionado" atracar no pier, repousar no meu cais.

MERGULHO

Sinceramente, sem nenhuma pretensão a poetiza, me atrevo, faço para "O concionado" um apelo.
Assim como seu corpo hoje remete a uma virgula, tatuando em ti o simbolo da língua pausada, escreva. Tenha condição, segure o leme e busque os náufragos, traga-os seguro em sua ilha, sei que ali todos terão repouso, logo cheios de energia para caso quiserem retornar.  

NOTA: Para mais informações sobre Raimundo, clique nos links destacados em azul ao longo do artigo. 

Todas as imagens são de domínio publico, adicionei os poemas obedecendo criteriosamente os direitos do autor. Caso haja quaisquer outro ponto a ser discutido, estarei a disposição. 

Tenham todos uma ótima leitura.

Desfragmento Papiro séc. XXI
_________Beatriz Cavalcante Galvão

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Trombão no corção

Foi assim...
Levei um trombão
E bum!

Desde então
És dono do meu
Coração!


Desfragmento Papiro séc. XXI n. 79
Beatriz Cavalcante Galvão


segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Ser criança, o segredo dos adultos felizes!

Lembro-me dos meus dias de meninice.
Amarelinha, pique-esconde, fui princesa à espera de um príncipe!
Mesmo já mocinha,
Tirava um tempinho e fingia ser menininha.
Hoje adulta, compromissos, mil tarefas à fazer,
Todos pensam, criança deixei de ser.
Escondidas com meus botões, caio na risada,
Ninguém imagina tamanha palhaçada...
Pintando o 7, bordando os canecos, só faço traquinagem!
A criança em mim é só felicidade, aí está a vantagem!
Adulta na leveza de ser criança, magia.
Criança na certeza de ser adulta, euforia.

Desfragmento Papiro séc. XXI, n. 75
_______________Beatriz Cavalcante Galvão

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Ser camaleão

Permita-se mudar, transmutar!
Veja a capacidade do camaleão,
Se pinta das cores da ocasião.

Desfragmento Papiro séc. XXI n. 74
___________Beatriz Cavalcante Galvão

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Louca de amor

O que não te mata de dor é amor.
Calor em polo Norte,
Enlouquece!
Traz gosto doce no beijo travado do medo.
Medo de tudo acabar!
Cada gota é contada dentro de mim,
Vem...
Deixe-me acreditar que nunca terá
FIM!


Desfragmento Papiro séc. XXI n. 73
____________Beatriz Cavalcante Galvão

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Ah os poetas...

... estes tem um dom sobre mim, sobrenatural. Visito as estrelas, aceito casamento com os anéis de saturno, aprendi a morrer e viver mais de uma vez, e vou ainda muito além. 

Sem nenhum toque, aroma ou sabor, consigo sentir o gosto das cores, são tantos sabores. 

Parada, vezes até de olhos fechados, caminho estradas poucos percorridas pelos desatentos. Pasmem, nunca me perco!

Num estalar de dedos, aqui estou renovada em resplendor, lá se foi mais um disco voador.  

Segredos batidos em vitaminas, são aspirinas a minha dor, sem codinome, mas com asas de beija-flor.

Guardados num cofre, aprendi quem são meus pais, bastou sentir a queda do quinto andar para não deixar que meu filho sofra mais

Tacando fogo na estante com a bebida escondida, atendo a visita que se intriga, tanto fogo lá fora e minha boca torta dando risada.

Só os poetas, só eles sabem o que é isso, faz graça, nem bota fé em tudo que digo. Vou na deles. Sigo! Insisto! Consigo!



Desfragmento Papiro séc. XX n. 70
Beatriz Cavalcante Galvão

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

...anjos...

Os anjos estão por toda a parte, apenas ocultam suas asas para poder estar entre nós. Cuidado! Não espante o seu!


Desfragmento Papiro séc. XXI n. 69
(Beatriz Cavalcante Galvão)